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‘Nova boemia’ na Vila faz crescer queixa de barulho

Matéria publicada no Jornal O Estado de S.Paulo, no último sábado, dia 04/08, mostra que “no primeiro trimestre deste ano, as reclamações sobre barulho feitas à Prefeitura na área da Regional de Pinheiros, onde está a Vila, aumentaram quase 20% na comparação com o mesmo período do ano passado”.

Leia a matéria na íntegra.

‘Nova boemia’ na Vila faz crescer queixa de barulho

Cerveja barata, carro-chefe de novos estabelecimentos no bairro, muda público frequentador e provoca atritos com moradores e antigos comerciantes

Uma nova safra de bares voltou a inflamar os ânimos de moradores e comerciantes da Vila Madalena, famoso centro boêmio da zona oeste de São Paulo. No primeiro trimestre deste ano, as reclamações sobre barulho feitas à Prefeitura na área da Regional de Pinheiros, onde está a Vila, aumentaram quase 20% na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 164 para 195.

SÃO PAULO 20/07/32018 CIDADE BARES VILA MADALENA

‘Litrão de 10’ e público na rua incomodam vizinhança Foto: ALEX SILVA/ESTADAO

Tendo como carro-chefe o litro de cerveja vendido a R$ 10 – o chamado “litrão de 10” –, esses bares têm atraído um novo público, de jovens recém-saídos da adolescência, e passaram a ser alvo das reclamações de poluição sonora. “Necessitamos do apoio constante do poder público para que as leis sejam cumpridas durante o ano inteiro – e não somente nos períodos de maior movimentação, como o carnaval”, diz trecho de um manifesto que começou a circular em julho entre os moradores. As principais reclamações incluem o consumo de cerveja nas calçadas, e não mais dentro dos bares, e o som alto que sai de carros ou de alto-falantes instalados pelos próprios bares.

Moradores e comerciantes “tradicionais” se queixam da mudança de público e do perfil dos novos bares. “Os moradores eram o target principal (dos bares antigos)”, diz o consultor de vinhos Breno Raigorodsky, de 68 anos. Não há um dado oficial sobre os novos comércios. Raigorodsky estima em ao menos oito e chama uma quadra da Rua Mourato Coelho de “nova passarela do álcool”. Para o morador, após a Copa do Mundo de 2014, quando o bairro foi palco de festas, e dos carnavais, a ideia passou a ser “eternizar o ambiente de euforia o tempo todo”.

Prefeitura informou que “o Programa de Silêncio Urbano (Psiu) realiza ações de fiscalização e vistorias programadas de acordo com a demanda, em diversos pontos do distrito”. Segundo a Prefeitura, “só este ano o Psiu realizou 70 autuações e possui 1.183 multas cadastradas para o período dos últimos doze meses na região”.

Defesa. “Eu vendo cerveja barato, a gente atrai um público que é de universitários, gente jovem, que não tem tanto dinheiro para gastar nos outros bares. Mas respeito todas as regras e, depois da meia-noite, paro de servir bebidas”, diz o empresário Donizete Santos, sócio dos bares Bella Jaú, um de frente para o outro.

Moradora do Parque Peruche, região da Casa Verde, zona norte, a estagiária Fernanda Magalhães, de 21 anos, esteve naquela esquina “quatro ou cinco vezes”, trazida por uma amiga de faculdade. “Aqui a gente fica um pouco, bebe algumas garrafas de ‘litrão’ e depois vai para outro lugar, um samba, uma festa”, conta a jovem.

Presidente da Sociedade Amigos da Vila Madalena (Savima), Cássio Calazans afirma que bares e moradores da área “tradicional” da Vila Madalena têm buscado amenizar os conflitos. Cita exemplo de um bar na Aspicuelta que, depois das reclamações dos moradores, tirou as caixas de som da porta do bar e fez o tratamento acústico das estruturas. “O problema são os ambulantes, que ficam com som e ainda competem com os comerciantes que pagam impostos”, diz o morador.

Os comerciantes mais antigos, por sua vez, também fazem queixas. “Não é ‘litrão de 10’. Tem até ‘litrão de (R$) 7”, afirma o presidente da Associação de Bares do bairro, Gildo Chan. “Nos novos bares, a única coisa que conta é preço.”

Crimes

As ocorrências policiais na área também preocupam. No dia 17, pouco antes da meia-noite, um homem desconhecido deu três tiros para o alto em um bar no número 885 da Rua Mourato Coelho, segundo boletim de ocorrência registrado no 14.º DP. No dia 3, no mesmo ponto do bairro, um homem foi esfaqueado em uma briga motivada por ciúmes.

Fonte: O Estado de S.Paulo
Data: 04 Agosto 2018 | 03h00

Link para o original: O Estado de S.Paulo
Por Bruno Ribeiro

 

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Barulho é sempre barulho!

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Novos fones de ouvido prometem bloquear roncos e barulhos

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Produto custará em média 600 reais

Fala, pessoal! Tudo bem com vocês? O post de hoje é sobre um problema de barulho que afeta boa parte da população – em especial quem não consegue dormir com alguém que ronca ao seu lado.

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A empresa QuietOn lançou um fone que é capaz de bloquear os sons com frequência abaixo de 500 Hz, ou seja, até o barulho dos roncos. Os criadores do produto já trabalharam na Nokia e analisaram diversos áudios de pessoas rocando, e também de outros tipos de sons mais baixos, como barulhos ambientes. Dentro de cada aparelho, existe um sistema que anula esses barulhos.

O QuietOn conta com bateria que dura até vinte horas e vem com um estojo que funciona como um carregador de carga. Basta conectá-lo a uma entrada USB.

Os botões permitem que você escolha se deseja acionar o modo “dormir”, ou seja, não ouvir nenhum tipo de barulho. Mas você também tem como ativar o modo para escutar o que se passa ao redor.

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Essa belezura estará disponível em outubro e irá custar cerca de R$ 600,00. Valeu, pessoal!

Fonte: Veja São Paulo
Data: 30 jun 2018, 18h51 – Publicado em 26 jun 2018, 18h22

Link para o original: Veja São Paulo
Por Thiago Ramaciotti

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O Direito não socorre aos que dormem

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Ruído e segurança

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Os ruídos são responsáveis por inúmeros problemas

Atualizado

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O ruído é assassino do pensamento

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Construtora é condenada a indenizar consumidor que comprou imóvel cuja poluição sonora, produzida por trens da CPTM, afetava sua moradia

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Compra e venda. Relação de consumo caracterizada, porquanto as partes se adequam aos conceitos de consumidor e fornecedor constantes do artigo 2º e 3º do Código de Defesa do Consumidor. (…) Ruídos ocasionados pelos trens da CPTM que correspondem a ‘Fato do Produto’, por ausência de segurança e oferecimento de risco à saúde. Aplicação do prazo prescricional de 05 anos, previsto no artigo 27, do CDC” (Ap. 1036338-93.2013.8.26.0100, 5ª Câm. do TJSP, j. 20/10/2015, rel. Fábio Podestá, v.u.).
Excerto do acórdão: “(…). Apesar da proximidade com as linhas de trens previamente conhecida pela consumidora/autora, motivo relevante na decisão da compra, era dever da construtora fornecer uma estrutura que se adequasse aos limites estabelecidos pelas normas. O fato da autora saber que o imóvel se encontrava próximo às linhas das CPTM inclusive, o apartamento desta se localiza a 15,40 metros, aproximadamente, dos muros da referida companhia não significa que deve conviver com ruídos excessivos. Da mesma forma que fora beneficiada com a localidade e com a valorização do imóvel, beneficiou-se também a construtora, vez que um dos motivos que levaram a autora à compra do imóvel foi justamente a proximidade do transporte público em questão. Por isso que resta configurado o dano, já que não foram fornecidas condições razoáveis de moradia. (…) No que atine à obrigação de fazer pleiteada pela autora, acolho sua pretensão. A reparação do dano faz-se necessária, e, para tanto, requereu a autora que fossem instaladas janelas antirruídos em seu apartamento. Irrelevante o fato do imóvel ser de padrão médio , como definido pelo perito (fl. 374), para se averiguar o cabimento de revestimento acústico. O imóvel necessita apresentar condições dignas de moradia, pois caso contrário estaria afrontando a dignidade da pessoa humana. Nesse sentido, não é porque ele foi destinado a pessoas de baixa renda, como mencionado pela ré (fl 388), que seria escusável o fornecimento de estruturas e condições dignas. (…) Portanto, vê-se que é cabível o pedido de instalação da janela antirruído, a fim de reparar um dano causado à consumidora/autora. Assim, condeno a ré à instalação de janelas antirruídos em substituição às janelas existentes no apartamento, no prazo de trinta dias, sob pena de multa de R$ 300,00, por dia, até o limite de 30 dias, ocasião na qual a multa poderá ser revista e majorada. (…) Na presente demanda, configurou-se um dano que aflige a dignidade da pessoa humana. O fato de ela habitar um imóvel que produz ruídos acima do permitido, causa-lhe stress, incômodo, abala o psicológico do indivíduo, não se tratando, portanto, de mero dissabor corriqueiro. Ter uma moradia digna compreende o chamado mínimo existencial, cuja Constituição Federal garante aos seus tutelados. Resta claro que a autora comprou um imóvel cuja poluição sonora afetava a moradia digna, indo na contramão do texto constitucional. Tendo em vista o gritante desprezo à dignidade da pessoa humana, o grau de transtorno ocasionado, a capacidade econômica das partes, a função compensatória-punitiva do instituto, acolho o pedido de indenização por danos morais pleiteado pela autora, arbitrando-o em R$ 10.000,00, com incidência de correção monetária desde a prolação da sentença e juros legais de 1% a.m. a contar a partir da citação.” (sic) (fls. 422/432) (grifo nosso). A tais razões de decidir, acrescente-se que não se pode olvidar que o consumidor é tecnicamente vulnerável, não sendo crível considerar que o fato de ele ter prévia ciência da localização do empreendimento seja suficiente para afastar a responsabilidade do fornecedor pelo dano causado (grifei). Ademais, o “habite-se” emitido pela prefeitura, que é mera autorização administrativa, perde a relevância diante da prova pericial técnica, que atesta a exposição da consumidora a ruídos que excedem os patamares legais”.

Íntegra do acórdão: Clique aqui
No mesmo sentido: Apelação nº 9096120-74.2008.8.26.0000 e Apelação nº 1077839-27.2013.8.26.0100

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Homem tenta atear fogo em helicóptero por estar incomodado com barulho, na PB

Helicoptero

Foto: Reprodução / giroemipiau1

Suspeito foi preso em flagrante com galão de gasolina e caixa de fósforo, ameaçando o condutor do helicóptero, diz polícia.

Um homem tentou atear fogo em um helicóptero na cidade de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, neste domingo (8). De acordo com a polícia, o suspeito foi preso em flagrante com um galão de gasolina e uma caixa de fósforo, ameaçando o condutor do helicóptero que realizava voos panorâmicos no centro da cidade.

Segundo a polícia, por volta das 12h40, a PM fazia rondas próximo ao shopping no centro da cidade, quando moradores acionaram os policiais e relataram que um homem estaria tentando atear fogo em um helicóptero que fazia voos na região.

As informações da polícia são de que, ao chegar no local, o homem identificado como Geraldo já havia derramado gasolina no local onde pousaria o helicóptero. Com ele, a polícia apreendeu uma galão cheio de gasolina e uma caixa de fósforo. O homem foi contido pela PM e conduzido até a delegacia da cidade.

Segundo relato do homem aos policiais, ele estava incomodado com o barulho que o helicóptero fazia no local. Na manhã desta segunda-feira (9), a polícia informou que o homem foi ouvido na Delegacia de Cajazeiras e depois liberado, por ter sido um crime de menor potencial.

Fonte (original): G1 PB
Data:  
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Mamãe Neura: Minha maior tara

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Se você pensa que só adultos são prejudicados com o barulho, não se engane. Veja o que a colunista Tati Bernardi, da Folha de S. Paulo, comenta sobre o assunto:

Mamãe Neura: Minha maior tara (Tati Bernardi – 1º/07/2018)

Sim, esta é uma coluna sobre maternidade. Então por que essa doida está falando de tara no título? Justamente porque contarei a vocês a minha maior fantasia do momento. Meu fetiche supremo. Minha depravação por excelência. Minha perversão número um. Aqui vai: gostaria de enfiar uma jaca na goela das pessoas que falam alto quando minha bebê está dormindo.

Amaria quebrar doze ovos podres na cabeça de cada um dos estudantes festivos da PUC, que berram e buzinam e gargalham e estilhaçam garrafas de cerveja bem embaixo da janela do quarto onde, maravilhosa e em fase de crescimento, minha nenê tenta fazer sua naninha. Adoraria pegar as cornetas e trombetas e vuvuzelas que ousam perturbar o arborizado bairro de Perdizes e encaixá-las na cavidade anal de seus proprietários. Quanto maiores fossem (os instrumentos de sopro), maior seria meu júbilo.

Meu sonho é que os desalmados da madrugada, que aceleram suas motos e assustam minha pequerrucha, tenham muitos filhos. Uma quantidade suficiente para que troquem sua juventude tardia por um carro-coxa-sedan com adesivo de família.

Motoristas que buzinam à toa e o tempo todo, que ignoram a existência de bebezinhos fazendo a soneca da tarde e saem pelo mundo descarregando toda a tensão no trânsito, posso me imaginar com uma marreta em cima de seus carros, descabelada, talvez um seio de fora, gritando: “Minha filha estava dormindooooo!”. Se sobrassem ovos podres, aqui também eles caberiam muito bem.

Ensaios de bateria de Carnaval, batidões, alto-falantes, carros de som, caixas de som, gente que anda de salto em casa, que fala alto esperando o elevador, que bate portas… Uma quimera: eu pessoalmente deportando todos esses humanos para Marte. Chega! Quero fazer uma passeata inaudível reivindicando um mundo que só se expresse através de sons do útero e da cantiga “O que que tem na sopa do neném”.

Muitas mães reclamam que a vida sexual demora a ser retomada após dar à luz. Se perguntam onde foi parar a libido que antes ostentavam. Calma, não estamos sem desejo. É que nosso tesão está totalmente voltado a exterminar qualquer barulho que acorde nossos pequeninos.

Fonte (original): Revista Folha de S. Paulo (especial de férias) – p. 10
Data: 1º a 7 de julho de 2018
Autor: Tati Bernardi
Link para o original: Clique aqui

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