A recorrente perturbação sonora dos templos religiosos
Com intervenção urbana realizada pela ProAcústica, gravidade dos danos causados pelas emissões ruidosas ganha manchete nacional
Programa Ordem do Dia Lei do Silêncio
TV Cultura/OAB-SP
Cartilha Poluição Sonora – Ministério Público de Pernambuco
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Baile funk durante a quarentena!

Jovens sem máscaras em baile funk na zona leste de SP

(Clipping) Moradores da zona leste denunciam baile funk em quarentena em SP

Por: Edilson Muniz, da Agência Record – 19/07/2020
Original:
Notícias R7 

Região é a que tem mais denúncias de eventos com aglomeração desde o início da pandemia do novo coronavírus. PM tenta dispersar a multidão

Moradores da zona leste de São Paulo denunciam som alto em um baile funk durante toda a noite deste sábado (18) e madrugada deste domingo (19) com jovens aglomerados e sem máscaras em plena pandemia de covid-19.

Leia mais: GCM acaba com festa clandestina durante quarentena na Grande SP

Uma denunciante, que não quer se identificada, gravou diversos vídeos durante a noite que mostram jovens aglomerados, consumindo bebida alcoólica e ouvindo som alto na avenida Caititu, no bairro Cidade A. E. Carvalho.

Segundo a moradora, o baile é recorrente e sempre muito movimentado. Já a Polícia Militar informou que recebeu uma solicitação para perturbação de sossego e deslocou equipes até o local para dispersar a multidão.

Veja também: PM faz operação para impedir bailes funk na zona leste de SP

A zona leste de São Paulo é a região com mais denúncias de bailes funk desde o início da pandemia do novo coronavírus. A Agência Record recebeu dez queixas de perturbação de sossego em endereços na região.

Durante a madrugada do sábado (18), a Polícia Militar realizou uma operação denominada Paz e Proteção, onde apenas na Fazenda da Juta, 39 pessoas foram abordadas e 26 veículos foram vistoriados.

Festa clandestina

As Polícias Militar e Civil foram acionadas para encerrar uma festa clandestina que estaria acontecendo em um local chamado Sítio do Gilsão, também na zona leste de São Paulo.

Leia ainda: Moradores da zona leste denunciam baile funk e aglomeração em SP

De acordo com denunciante que não quis se identificar, o sítio está localizado na rua Hisaji Morita, no bairro da Fazenda do Carmo, e reúne muitos jovens apesar da quarentena.

Agentes do 28° Batalhão de Polícia Militar e do 53° DP do Parque do Carmo afirmaram que foram acionados para o local e as equipes estavam em deslocamento.

Veja mais: Prefeitura de Rio Preto (SP) proíbe venda de bebidas alcoólicas

No entanto, de acordo com a Polícia Civil, os agentes decidiram voltar porque o número de pessoas na festa era grande e não havia segurança para os policiais.

Leia na fonte desta notícia (original): R7 notícias

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Justiça fixa multa de R$ 50 mil por evento ruidoso para o Deputado Federal Guilherme Mussi

Conforme matéria veiculada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, em 23/05/2020, o Deputado Federal por São Paulo Guilherme Mussi, em pleno feriadão, antecipado por conta da escalada da pandemia do COVID-19, promovia uma festa em sua casa, com muito barulho, em plena quarentena.

Tendo entrado com a necessária ação civil, a vizinha e vítima, em várias ocasiões, das perturbações ruidosas de Guilherme Mussi, obteve agora, em 10/07/2020, no Tribunal de Justiça de São Paulo, antecipação de tutela determinando que o deputado “não promova festas ou eventos sociais ruidosos, prejudiciais ao sossego de sua vizinhança, durante todo o período de isolamento social em razão da pandemia pelo covid-19, sob pena de multa de R$50.000,00 (cinquenta mil reais) por infração, até o limite de R$500.000,00 (quinhentos mil reais)” (AI 2155588-68.2020.8.26.0000, 26ª Câm. de D. Privado, rel. Felipe Ferreira).

A acertada medida do ilustre desembargador Felipe Ferreira, obtida pela firme atuação dos advogados Priscila Cortez de Carvalho e André Furegate de Carvalho, deve trazer alguma esperança de tranquilidade para os moradores do entorno e, certamente, servirá de advertência para outras personalidades que, igualmente despreparadas para a vida em sociedade, seguem desprezando solenemente o direito à saúde, ao sossego e à segurança de seus vizinhos.

Link para a matéria do Fantástico: Clique aqui
Link alternativo: Clique Aqui
Link para a decisão do Desembargador Felipe Ferreira: Clique Aqui

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Festas em tempos de quarentena

Com a quarentena, muita coisa mudou na vida das pessoas. Uma dessas mudanças foi a maior percepção do ruído do entorno, que, em consequência do próprio confinamento, acabou por apresentar  expressiva intensificação.
Embora, no geral, sejam respeitados os limites aceitáveis nas emissões sonoras, temos visto, nas últimas semanas, diversas ocorrência de festas, pancadões e outras situações de abuso ruidoso que têm acabado por reclamar intervenção policial.
Na madrugada desta última segunda-feira, foi a vez de uma festa ruidosa em Balneário Camboriú, Santa Catarina, que acabou com a prisão da bailarina do Domingão do Faustão, Natacha Horana.
Segundo matéria de Leo Dias, publicada no periódico Metópoles, a prisão teria se dado em razão de desacato à autoridade durante a abordagem policial.
Veja a matéria original:  clique aqui
Vídeo (O Tempo) mostra momento da prisão:

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Isolamento acústico e Justiça

Primeira parte da Live “Cadê o Síndico?” de 14-07-2020 sobre o tema Isolamento acústico x Justiça!
Antonio Castro e Isabela Castro entrevistam Débora Barreto e Waldir de Arruda Miranda Carneiro.

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Barulho de Elevadores

Barulho de elevadores.
O que fazer para resolver esse problema?
É sobre isso que iremos tratar neste vídeo:

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Dia Internacional da Conscientização Sobre o Ruído – INAD (2019)

Como ação de esclarecimento sobre os males da poluição sonora para a saúde pública, a ProAcústica – Associação Brasileira para a Qualidade Acústica – organiza no  Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído – Inad SP 2019, uma Bicicletada e Caminhada noturna – #voltadosilencio – no Minhocão, no dia 24 de abril, a partir das 20h.

Ao longo do dia, uma Estação de Medição Sonora, estará instalada na Praça Roosevelt com projeção em tempo real em uma TV. À noite, após a bicicletada e caminhada, haverá o Manifesto do Silêncio com um minuto de silêncio, comemorado mundialmente.

Mapa de Ruído Centro SP

Dando continuidade ao Mapa de Ruído Urbano Projeto Piloto SP, lançado em 2018, a ProAcústica apresenta esse ano o Mapa de São Paulo para a área de Operação Urbana Centro, seguindo as diretrizes da Lei nº 16.499, que prevê que o mapeamento deve ser iniciado prioritariamente pelas Operações Urbanas de São Paulo. O Mapa de Ruído Centro SP foi elaborado dentro da área Operação Urbana Centro e abrange o centro velho, novo e regiões históricas da cidade de São Paulo – numa área de mais de 6 Km2.

Mapa de Ruído Centro SP, a ser lançado no dia 24 de abril no site –  www.mapaderuidosp.org.br – , foi elaborado pelo Grupo de Trabalho GT Mapa de Ruído, do Comitê Acústica Ambiental, sob coordenação de Juan Frías, que vem seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Projeto Piloto SP lançado em 2018 para as melhores práticas do mapeamento acústico da cidade de São Paulo.

Para a calibração do mapa abrangeu-se 62 pontos de medição, entre eles, uma parte da área do minhocão (entre a praça Roosevelt e o Largo do Arouche) envolvendo 10 empresas participantes do Comitê Acútica Ambiental: 01db Acoem, Acoustic Control, Acústica & Sônica, Akkerman Alcoragi Acústica Ideal, Atenua Som, Bracústica, Ecoa Consultoria Acústica, Giner Sound Vibration, Grom Acústica e Vibração e Harmonia Acústica.

O centro, que possui muitas avenidas, elevados, cruzamentos, túneis, passarelas, é um cenário acusticamente complexo para modelagem do mapa. No Mapa de Ruído Centro SP, como fontes sonoras foram consideradas, além do tráfego rodoviário, os metrôs, terminais de ônibus e áreas de circulação de pedestres.

As ações visam também incentivar a adoção de políticas públicas para enfrentar e combater as diversas formas de poluição sonora, por meio de medidas mitigatórias e compensatórias para as emissões de ruído nas esferas pública e privada.

Na cidade de São Paulo, através do poder legislativo, entidades setoriais (entre elas Secovi SP,  Sinduscon SP e ProAcústica) e organizações da sociedade civil, preocupadas, não só em reconhecer o problema mas em buscar soluções de enfrentamento e combate às diversas formas de poluição sonora, atuaram de forma intensa e, em esforço conjunto, realizaram em 2016, 2015 e 2014, as três edições da Conferência Municipal sobre Ruído, Vibração e Perturbação Sonora, por ocasião do Inad, Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído.

O resultado dessa mobilização foi a promulgação da Lei 16.499 Mapa de Ruído Urbano, de 21/07/2016, que instituiu a obrigatoriedade de implantação do Mapa de Ruídos no Município de São Paulo.

Em fevereiro de 2017, a Prefeitura de São Paulo foi designada responsável pela regulamentação da Lei e, com o apoio da ProAcústica, constituiu um Grupo Gestor com representantes da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), Secretaria Municipal da Saúde (SS), Secretaria Municipal de Educação (SME), Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais (SMPR), São Paulo Urbanismo (SP Urbanismo), Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Hoje, a atual Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) é a parceira da ProAcústica no Mapa de Ruído Centro SP.

 

Inad

Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído, International Noise Awareness Day (INAD), foi criado em 1996, nos Estados Unidos, pela League for the Hard of Hearing, hoje Center for Hearing and Comunication, para promover o evento mundial de conscientização, com diversas atividades e entre elas, 60 segundos de silêncio, a fim de demonstrar o impacto do ruído na vida cotidiana da população.

Poluição Sonora

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é o segundo maior agente poluidor ambiental, depois da poluição do ar. A poluição sonora é fator prejudicial à saúde pública.

Programação

Data | 24/04/19 – 4ª feira
Realização | ProAcústica Associação Brasileira para a Qualidade Acústica
Lançamento Mapa de Ruído Urbano Centro SP | www.mapaderuidosp.org.br
Estação de Medição Sonora | das 10h30 às 15h00 na Praça Roosevelt
Bicicletada e caminhada #voltadosilencio | no Minhocão das 20h00 as 21h30
Manifesto do Silêncio | das 21h29 às 21h30 – 60 segundos de silêncio
Endereço | Via Elevado Pres. João Goulart – São Paulo/SP (Praça Franklin Roosevelt)

O ponto de encontro da Volta do Silêncio será na Praça Roosevelt às 20h00 com saída prevista às 20h30 num percurso estimado de 30 minutos e retorno às 21h00 onde acontece o Manifesto do Silêncio das 21h29 às 21h30 – 60 segundos de silêncio – encerrando a programação.

YELLOW, numa parceria com a ProAcústica, participará da #voltadosilencio com 80 bicicletas amarelas gratuitas. Será disponibilizado um QRCode para a liberação do uso das bicicletas amarelas. Basta ter o aplicativo yellow.app baixado no seu celular. Compareça e contribua por uma São Paulo mais saudável!

Como chegar Praça Roosevelt | Acesse aqui

Clipping
Fonte (original): Proacustica
Dia do evento 24/04/2019

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Porto Velho: incomodado com barulho, militar do exército joga granada nos vizinhos

A cada dia, os limites de tolerância dos cidadãos às perturbações sonoras são testados por arruaceiros de plantão.

Nesta sexta  (12/04/2019), foi a vez de um soldado militar que, vitimado pelo barulho de vizinhos, acabou por jogar uma granada de luz e som na multidão.

Veja, neste clipping, a notícia veiculada pelo periódico Ariquemes On Line de Rondônia:

Granada

Um soldado de 23 anos, que serve no 17º Pelotão de Polícia do Exército, foi preso após jogar uma granada em vizinhos no bairro Socialista, Zona Leste de Porto Velho. Caso aconteceu na noite da última sexta-feira (12).

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito pegou a granada durante uma instrução do Exército e levou para casa porque esqueceu de devolvê-la aos superiores. O soldado diz que na sexta-feira, um grupo de pessoas estava fazendo arruaça em frente à residência onde mora e por isso usou a granada de luz e som para inibir os populares.

Após a explosão, a Polícia Militar (PM) foi acionada e diante do ocorrido foi dada voz de prisão ao jovem. Ele foi levado à Central de Flagrantes da capital.

Testemunhas confirmaram aos PMs que ouviram o barulho da explosão durante a noite. Populares encontraram estilhaços da granada no local e entregaram aos policiais.

Ao G1 o Exército confirmou que o suspeito é soldado e serve no 17º Pelotão de Polícia. Conforme o que foi apurado, o jovem acionou a granada após discutir com vizinhos. Segundo a corporação, não houve danos pessoais ou materiais.

Em nota, o Exército afirmou que será realizada uma investigação para apurar se a granada foi desviada, ou não, da instituição.

A 17ª Brigada de Infantaria de Selva ainda declarou que prioriza a conduta honesta de seus colaboradores e não compactua com qualquer ação de seus integrantes que fira aos direitos e garantias fundamentais do cidadão.

Leia à íntegra da nota divulgada pelo Exército:

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE INCIDENTE COM MILITAR DO EXÉRCITO BRASILEIRO

Na noite do dia 12 de abril de 2019, o soldado (Sd) do Efetivo Profissional (EP), servindo no 17º Pelotão de Polícia do Exército (17º Pel PE), acionou um artefato de distração após discutir com vizinhos.

Foi conduzido a Divisão de Flagrantes (DIFLAG) Porto Velho-RO, onde foi lavrado um Boletim de Ocorrência (BO) por perturbação da ordem pública, sendo liberado a seguir. Não houve quaisquer danos pessoais ou materiais.

Será realizada a devida apuração protocolar prevista nos regulamentos da Força Terrestre para apurar responsabilidades e verificar se o artefato empregado pelo militar foi desviado ou não de instrução.

A 17ª Brigada de Infantaria de Selva prioriza a conduta ilibada de seus quadros e não compactua com qualquer ação de seus integrantes que vá de encontro aos direitos e garantias fundamentais do cidadão.

Fonte: Ariquemes On Line 
Autor: Ana Kézia Gomes, G1 RO
Link para o original: Clique aqui

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O velho problema dos ruídos decorrentes da utilização de elevadores

Waldir de Arruda Miranda Carneiro  Os casos de ruídos produzidos pelo funcionamento de elevadores instalados sem apropriado tratamento acústico (defeito construtivo a acarretar, consequentemente, nocividade na utilização do equipamento) são sobremodo recorrentes e têm reclamado significativa atenção do Judiciário.
Trata-se de problema que, normalmente, afeta os últimos andares do edifício (mais próximos à casa de máquinas dos elevadores), embora, muitas vezes, possa prejudicar, igualmente, os usuários das demais unidades condominiais.
Quer decorra de erro de projeto (alocação imprópria dos elevadores; falta de previsão de isolamento acústico adequado etc.) ou de simples má execução da obra (ausência de implementação das providências acústicas que a instalação reclama; escolha equivocada dos equipamentos etc.), a inadequação da condição acústica das instalações dos elevadores sempre acarreta significativo transtorno.
A gravidade do problema ganha relevo quando se observa que, de regra, os ruídos produzidos nessas situações possuem acentuadas características tonais e impulsivas, o que revela seu grande potencial perturbador do sossego, saúde e segurança de quem a eles estiver exposto.
Tamanha é a nocividade acarretada por esse tipo de situação que não chega a ser incomum a ocorrência de práticas arbitrárias por parte dos condôminos afetados, em tentativas desesperadas de minimizar o esgotamento nervoso decorrente desses quadros. Em acórdão do qual foi relator o ilustre desembargador Carlos Russo, por exemplo, a 30ª Câmara de Direito Privado do TJSP apreciou recurso de apelação concernente a curioso caso no qual condôminos de um edifício, fartos da inércia do condomínio em solucionar o problema, passaram a obstruir, durante as noites, o fechamento da porta do elevador, de modo a impedir sua movimentação e utilização pelos demais condôminos (Ap. c/Rev. 750199- 0/3, j. 26.10.05, v. u.).
A boa notícia, contudo, é que nossos tribunais têm sido acertadamente sensíveis ao problema, de modo a responsabilizar o construtor, enquanto no prazo de garantia, e o condomínio, decorrido esse período, tanto pela correção do defeito como pela compensação dos respectivos prejuízos dele decorrentes.
Em nosso trabalho intitulado Perturbações Sonoras nas Edificações Urbanas (4ª ed., 2014, Del Rey) tecemos mais aprofundadas considerações sobre o tema e colacionamos diversos precedentes jurisprudenciais,

Waldir de Arruda Miranda Carneiro é advogado em São Paulo e sócio do escritório Arruda Miranda Advogados.

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Proprietário condenado a indenizar vizinhos por perturbação sonora ao alugar chácara para festas

Conforme noticiado anteontem (26/03/2019) pela AASP (Associação dos Advogados de São Paulo, em seu clipping do dia, “a 29ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão que condenou o proprietário de uma chácara a indenizar por danos morais seus vizinhos. Ele alugava a propriedade para festas que causavam perturbação sonora aos moradores das imediações. A reparação foi fixada em R$ 10 mil. Além disso, o réu deverá cumprir obrigação de não emitir ruídos excessivos em seu imóvel no período noturno (das 23h às 7h).

“Consta nos autos que o proprietário de uma chácara em Nova Odessa alugava o imóvel para amigos que organizavam festas nos finais de semana e feriados, com ocorrência de gritos, gargalhadas, músicas em volume alto, nas quais maior parte dos frequentadores estava alcoolizada. Procurado pelos vizinhos, o réu se recusou a tomar providências.

“De acordo com a relatora do recurso, desembargadora Maria Cristina de Almeida Bacarim, ‘foi comprovada a emissão de barulho perturbador e insuportável aos vizinhos nos horários de descanso, que se manteve mesmo após diversas reclamações verbais e boletins de ocorrência noticiando os fatos. Portanto, extrapolam o limite do tolerável e ensejam a reparação por danos morais’.

“O julgamento teve a participação dos desembargadores Fabio Tabosa e Carlos Dias Motta. A decisão foi unânime”.

Processo nº 1000285-36.2015.8.26.0394

Íntegra do acórdão: Clique aqui

Íntegra da sentença: Clique aqui

Íntegra da decisão que acolheu Embargos de declaração: Clique aqui

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Aluguel de curtíssima temporada e os riscos à segurança e ao sossego nos condomínios

Em bem-elaborada reportagem publicada no portal UOL, em 22/03/2019, Juliana Elias trouxe à baila o recente e preocupante problema acarretado pelas locações de curtíssima temporada no que diz respeito à segurança e à tranquilidade nos condomínios. 

Vejamos a matéria neste clipping:

Condomínios tentam proibir aluguel de temporada com Airbnb; pode?

Serviços como Airbnb ou HomeAway permitem que você ponha facilmente seu apartamento para alugar por curta temporada e fature um dinheiro extra. Mas muitos condomínios querem restringir e até mesmo proibir o negócio.

Eles reclamam de problemas de segurança, barulho e desrespeito às normas internas do prédio, disse Omar Anauate, diretor de condomínios da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo).

Insegurança por não saber quem virá

“Os aplicativos fizeram o volume de aluguéis de temporada aumentar muito, e as pessoas ficam inseguras por não saber quem frequenta o prédio ou por quanto tempo vai ficar”, disse Anauate.

Um levantamento feito pela Aabic com administradoras de condomínios da cidade de São Paulo apontou que quase a metade dos prédios da capital (47%) já colocou o assunto em discussão em suas assembleias. Entre esses, 64% decidiram por proibir ou restringir a locação por aplicativos.

Proibir fere direitos do proprietário

O grande problema é que não há uma conclusão única sobre se o aluguel de curta duração pode ou não ser proibido. A lei é controversa. Isso significa disputas judiciais, e o desfecho vai depender de cada juiz.

O aluguel por temporada (até 90 dias) é previsto pela lei dos aluguéis (Lei 8.245/1991), e, a princípio, nenhuma decisão do condomínio poderia proibi-lo, já que é um direito do proprietário.

“A locação por temporada é prevista em lei, seja por aplicativo ou não, e não cabe ao condomínio proibi-la”, disse Angélica Arbex, gerente de relacionamento com clientes da administradora de condomínios Lello. “Isso fere o direito da propriedade; a pessoa tem o direito de destinar a propriedade dela como quiser.”

Uso residencial x comercial

Por outro lado, cresce a corrente que entende que o aluguel de curta duração pode ser entendido como um tipo de serviço de hotelaria, o que foge do fim residencial.

“Se a convenção do condomínio determina que o uso do prédio deve ser exclusivamente residencial, os moradores não podem botar comércio ou um escritório lá”, disse o advogado especializado em direito imobiliário Jaques Bushatsky, do escritório Bushatsky Advogados.

“Alguns juízes vão entender que aquele também é um serviço remunerado, de hotelaria, e que também não pode acontecer ali”, afirmou.

Regras para visitantes

No lugar de proibir totalmente, o que muitos condomínios têm feito é criar regras que disciplinem as entradas e saídas dos hóspedes temporários.

Algumas das sugestões mais citadas pelos especialistas são:

  • Exigir registro prévio e apresentação de documentos dos hóspedes
  • Solicitar a presença do proprietário na chegada e/ou na saída dos hóspedes
  • Entregar uma cópia das normas internas para os visitantes, como horários de barulho, retirada de lixo e regras de uso de garagem
  • Notificar e multar as unidades onde haja desrespeito das regras (a multa vai para o proprietário)
  • Regrar o acesso à piscina e áreas comuns (com exame médico ou limite máximo de visitantes por unidade, por exemplo)

Bushatsky afirmou, porém, que proibir totalmente o uso das áreas comuns pode gerar problemas. “É como se cada proprietário fosse dono de uma pequena porcentagem da área comum. Seria uma heresia jurídica dizer que ele ou seu inquilino (mesmo de curta temporada) não podem usar essa propriedade”, disse.

Fonte (original): Portal Uol
Autora: Juliana Elias
Data: 22/03/2019
Link para o original: Clique aqui

 

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