Rio de Janeiro – Feijuca tira o sossego de moradores do Andaraí

Evento mensal na Associação dos Servidores do Banco Central é feito com aval da prefeitura

Desde março, moradores do entorno da Associação dos Servidores do Banco Central, que fica na Rua Barão de Mesquita 872, no Andaraí, estão tendo que conviver com o barulho provocado pelo evento mensal Feijuca, que conta com DJs e música ao vivo. Autorizado pela prefeitura, o próximo Feijuca será realizado no domingo.

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Poluição sonora.Vista aérea da Asbac (a piscina aparece à esquerda): queixas dos moradores do entorno – reprodução google maps

Peixoto

16/08/2017 17:48 / Atualizado 16/08/2017 17:51

Fonte (original): https://oglobo.globo.com/rio/bairros/feijuca-tira-sossego-de-moradores-do-andarai-21709755#ixzz4py2cUWfI

— Temos que aturar os transtornos da poluição sonora e a pertubação, nos impedindo de descansar, ler, ver TV, receber amigos e a família em nossas casas, pois o barulho é tão alto, que, para muitos, é impossível ficar em casa. Não há tratamento acústico algum — afirma um morador do entorno que preferiu não se identificar.

O evento começa às 14h e termina às 22h. Segundo os vizinhos, há aproximadamente 400 famílias morando no entorno do clube, que sofrem com o barulho.

O mesmo morador afirma que já foram feitas diversas reclamações para o 1746, e para a PM, ambos com abertura de protocolos, mas sempre em vão. Ele acrescenta que, no inicio do mês passado, moradores se reuniram com o superintendente e com o promotor da festa.

— O organizador disse que mudaria a posição das caixas. Não adiantou. E o superintendente informou que eles têm o alvará com a permissão. Procuramos o clube e disseram que só há festa porque a prefeitura permitiu. E agora?

A vizinhança questiona a licença concedida ao estabelecimento, uma vez que, em 2015, um documento havia sido emitido pela prefeitura proibindo, na Asbac, “a propagação de sons e ruídos para o exterior”, além de “incômodos e prejuízos à vizinhança”.

— Como é que a prefeitura concede um alvará para essa festa onde justamente proibiu eventos desse teor — reage outro morador.

A Superintendência da Grande Tijuca informou que a demanda deve ser encaminhada à Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma). Esta, por sua vez, informou que a atribuição de fiscalizar a poluição sonora em eventos está a cargo da Guarda Municipal, de acordo com o decreto nº 43.372, publicado no Diário Oficial de 3 de julho. Mas acrescentou que, enquanto ocorre a capacitação dos GMs (que depende da aquisição de decibelímetros e da reativação do telefone 153), é ela quem estará atuando. Informou também que não há registros de denúncia de poluição sonora no tal endereço (contradizendo os moradores). Em relação a uma possível visita ao local para verificar a denúncia, afirmou ainda que pode-se agendar uma vistoria, mas que as verificações são realizadas na residência do reclamante e, por este motivo, o órgão precisa do apoio da população para realizar as denúncias por meio do número 1746.

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