‘Galera da balada’ afasta clientes em Maresias, dizem comerciantes – 13/01/2015 – Cotidiano – Folha de S.Paulo

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‘Galera da balada’ afasta clientes em Maresias, dizem comerciantes
THAIS BILENKY
ENVIADA ESPECIAL A SÃO SEBASTIÃO (SP)
13/01/2015  02h00

Maresias já não é mais a mesma. Frequentadores e comerciantes reclamam que a fama de praia das melhores baladas do litoral norte de São Paulo abalou o clima de surfe e música afim que, anos atrás, alavancou o turismo local.
Proprietários de mercados e restaurantes dizem que seus clientes mais fiéis, famílias com maior poder aquisitivo que têm casa em Maresias, deixaram de frequentar a praia em alta temporada.
Cederam lugar à “galera da balada”, público mais jovem, interessado em frequentar casas noturnas como o Sirena, a mais famosa do litoral norte. Esse público, dizem eles, consome menos em suas lojas, e o verão já frustra expectativas, com movimento 30% inferior em relação ao ano passado.
Avener Prado/Folhapress
Para a administradora de empresas Regina Reyes, 29, praia de Maresias já viveu tempos melhores
Para a administradora de empresas Regina Reyes, 29, praia de Maresias já viveu tempos melhores
Paulo Piérre, dono de um empório de produtos importados, disse que “o público de qualidade” ou não desceu para a praia ou antecipou a volta a São Paulo. “Minha loja estaria um formigueiro. Olha como está”, lamentou, na quinta-feira (8) à noite, quando não havia clientes. “Fazer o quê?”
Restaurante à beira-mar estabelecido há 15 anos em Maresias, Os Alemão também sofreu com a mudança de perfil da clientela. A gerente Flavia Miranda afirma que “caiu um pouquinho o nível”.
O público agora traz seus próprios “coolers” e senta no restaurante antes mesmo de ele abrir, relata. Ao longo de todo o dia, consome somente um petisco ou outro. Proprietário do restaurante Terral, Reinaldo Rosa de Souza, 57, acredita que “a galera que costuma vir está no Sul ou na Bahia”.
A administradora Regina Reyes, 29, que passa férias na praia, também acha que Maresias, que ela frequenta há 13 anos, já viveu tempos melhores. “Há três anos, passei o Réveillon aqui e já estava ruim. Agora caiu mais ainda.”

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