‘Barulho prejudica pacientes’, diz diretor da PUC sobre festas de alunos

Fonte (original):

Testemunhas contam que som alto dura toda a madrugada em Sorocaba.
Rapaz chegou a tirar soro do braço para pedir que grupo encerrasse evento.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Além de incomodar a vizinhança, as festas dos alunos do curso de medicina na Pontifícia Universidade Católica (PUC) também se tornaram uma preocupação para a diretoria da faculdade. O diretor da  faculdade de Medicina, Godofredo Campos Borges, explica que esses encontros são um problema antigo e que não conseguem resolver a situação.

Diretor da PUC diz que barulho prejudica (Foto: Reprodução/TV TEM)

Diretor da PUC diz que barulho de festa prejudica
(Foto: Reprodução/TV TEM)

“O que depende da PUC é repreender os alunos e, até em casos mais graves, suspendê-los. Mas, são prédios que não pertencem a nossa unidade. Não só a faculdade. Mas, os próprios dirigentes devem ser questionados sobre isso. Esse barulho mais alto, com certeza, prejudica os pacientes”, explica o diretor.

Borges informou ainda que tem reunião marcada para dia 8 de março com representantes da atlética e do centro acadêmico.

Os pacientes do Hospital Leonor Mendes de Barros, localizado ao lado do Centro Acadêmico dos Estudantes também sofrem com as festas. Imagens gravadas pela janela de um dos quartos da unidade mostram o som alto que lembra uma quadra de escola de samba. (veja imagem acima)

O garçom José Ricardo Ferreira, que sofre de leucemia crônica, conta que o barulho da festa o incomodou bastante. “Estava um barulho infernal no hospital. Eu fiquei em um quarto praticamente ao lado da janela e estava muito alto o som. Era muita música, gritaria e festa. Era como se não existisse hospital ali.

Diante da situação, José ligou até para a polícia e, como não foi atendido, conversou com funcionários e pediu para que tomassem alguma providência. “Fiz várias ligações para a PM, não resolveu. Pedi para a chefe de enfermagem se alguém podia ir lá pedir para eles pararem com a festa, cortar o barulho, ela disse que não podia fazer nada em relação a isso.

Paciente ligou para a polícia e reclamou do barulho (Foto: Reprodução/TV TEM)

Paciente ligou para a polícia e reclamou do barulho
(Foto: Reprodução/TV TEM)

“Alegando que vários pacientes estavam incomodados, o garçom afirma que tirou o soro do braço e desceu para o setor onde há um muro que faz divisa com a universidade. “Escalei e dei um grito, alguns estudantes olharam para mim e mandei eles desligarem o som”, conta.
O filho de um outro paciente do hospital, que prefere não ser identificado porque o pai ainda está internado na unidade, também contou à reportagem sobre o barulho constante na unidade por causa das festas dos estudantes. “Essas festas costumam acontecer de terça a sexta-feira até umas 4h, 5h30. Tem muito barulho, som alto, muito palavrão e bagunça”.

O conjunto Hospitalar de Sorocaba informou que apesar de não ter recebido nenhuma reclamação oficial sobre o barulho, se compromete a conversar com os responsáveis pela faculdade e se for preciso, com a Polícia Militar, para garantir o bem estar dos pacientes. A PM ainda não se pronunciou sobre o caso.

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