Barulho é a principal reclamação de quem liga para a PM no Rio de Janeiro

31/07/2012 09h19– Atualizado em 31/07/2012 09h19

Fonte (original): http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/07/barulho-e-principal-reclamacao-de-quem-liga-para-pm-no-rio-de-janeiro.html 

Só este ano foram mais de 68 mil ligações. A pergunta é: a quem reclamar? O Bom Dia Brasil fez um teste, no Rio de Janeiro. Olha só o resultado.

Um pesadelo das grandes cidades é o barulho. A pergunta é: a quem reclamar? O Bom Dia Brasil fez um teste, no Rio de Janeiro. Olha só o resultado.

Quem convive com ruído, como os vizinhos de uma fábrica, na Zona Oeste do Rio, não se acostuma nunca.

O ruído já é a principal reclamação de quem liga para o serviço de emergência da Polícia Militar no Rio de Janeiro. Só este ano foram mais de 68 mil ligações. Há quem prefira reclamar junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Lá, o barulho responde por 70% das queixas. É o principal gênero de reclamações.

No desespero, há quem ligue até para o Disque Denúncia. Foram mais de 50 mil ligações nos últimos dez anos. Os campeões de ruído foram bares e casas noturnas, bailes funks, shows, obras, cultos religiosos e carros de som.

Uma lei municipal proíbe o uso de amplificadores de som para anunciar produtos ou serviços. Mas ao que parece, essa é mais uma daquelas leis que não pegam. Um morador que não quis se identificar procurou a polícia, a prefeitura, mas não conseguiu impedir o ruído indesejado.

“No último final de semana contei nove carros de som diferentes. Inclusive um carro de som anunciando uma quermesse gratuita, ou filantrópica, quer dizer, filantropia com o nosso ouvido é dureza”, afirma.

Como os carros de som se movimentam pelas ruas, a repressão se torna mais difícil, segundo as autoridades. Fizemos um teste: ligamos para os mesmos serviços públicos que o morador acionou.

Primeiro, a Prefeitura do Rio. “A prefeitura não atende carro que fica passando com barulho alto. Se fosse um estabelecimento comercial, um bar que tivesse com barulho alto ou uma obra em algum apartamento, que tivesse gerando um barulho alto, a poluição sonora ia ao local fiscalizar, mas para carros que passam, barulho alto, a gente não tem serviço para isso”, disse a atendente.

Segunda tentativa: 190, da Polícia Militar. “No caso ele teria que estar parado em frente ao seu portão lhe incomodando, entendeu? Como ele está circulando, é o caso do batalhão fazer uma ronda no local”, afirmou.

Seguindo orientação, ligamos para o batalhão da área. E a surpresa. “Para poder dizer que o som dele está acima do permitido sem ter um decibilímetro, o policial pode até entrar em um abuso de autoridade”, afirmou o policial.

Decibilímetro é um aparelho que mede a intensidade do som. Em uma cidade como Rio de Janeiro, a média aceitável é de até 50 decibéis.

“Se tiver realmente alto, só ele avaliando. Não tem como. Sem o decibilímetro não tem como”, afirma o policial.

A Polícia Militar do Rio disse que quando a denúncia chega ao 190, o batalhão da área deve ser acionado e ir até o local. O policial deve checar se há equipamento para medição de nível de ruído com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e com a Polícia Civil. Mesmo quando não há equipamento, o registro é feito na delegacia com o relato de testemunhas.

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