Calaram o PSIU! 

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Fonte (original) :https://www.google.com.br/amp/vejasp.abril.com.br/materia/combate-pancadoes-pode-afastado-diretor-psiu.amp

Combate aos pancadões pode ter afastado diretor do Psiu

Advogado Luiz Carlos Smith Pepe conta que foi comunicado da exoneração durante telefonema com o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Luiz Antônio Medeiros

PSIU BARULHO
O diretor do Psiu, Luiz Carlos Pepe: 300 multas contra pancadões em um ano | Crédito: Léo Martins

O advogado Luiz Carlos Smith Pepe deve ser exonerado nesta quinta-feira (3) do cargo de diretor do Programa de Silêncio Urbano (Psiu), que ocupa há cerca de um ano. A gestão de Fernando Haddad (PT) formalizou nesta terça-feira (1º) a nomeação da advogada Natalia Riserio Povoação para o cargo.

Por ser ex-assessora de Netinho de Paula (PDT), quando ele comandava a secretaria de Promoção da Igualdade Racial, a nomeação da nova diretora do Psiu é vista como uma manobra da prefeitura de frear as ações de Pepe no sentido de acabar com os pancadões na cidade, principal foco de sua gestão a frente do órgão. Entre setembro do ano passado e agosto deste ano, Pepe diz ter aplicado cerca de 300 multas em pancadões irregulares na cidade.

A nova nomeação, porém, não deve se prolongar já que a gestão do prefeito eleito João Doria (PSDB) assume no início de janeiro e tende a mudar novamente a direção do Psiu. Procurado, o deputado federal Bruno Covas (PSDB), nomeado por Doria para ocupar a pasta de Coordenação das Subprefeituras, disse através de sua assessoria de imprensa que ainda não tem detalhes sobre as nomeações dentro da pasta. Por ser um cargo de “livre provimento”, a prefeitura é autorizada a mudar a direção do Psiu sem aviso prévio, basta publicar a mudança no Diário Oficial do Município.

+Gestão Haddad nomeia aliada de Netinho de Paula para direção do Psiu

Veja abaixo a entrevista concedida por Pepe ao site de VEJA SÃO PAULO nesta terça-feira (1º):

Por que o senhor será afastado da direção do Psiu?

Por causa de incompatibilidade da minha função com a atual gestão. A minha exoneração foi solicitada para o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Luiz Antônio Medeiros. Recebi uma ligação dele dizendo que reconhecia meu trabalho, que sou uma pessoa de grande competência, mas que minha exoneração havia sido pedida. Perguntei se era irreversível e ele disse que sim, infelizmente. Só tenho amigos lá dentro, não sei dizer o motivo desse pedido.

Acredita que foi por causa das ações para acabar com os pancadões?

Pode ser que sim, mas nunca me disseram isso diretamente. As operações dos pancadões nos deram margem para autuar bares e apreender bebidas ilegais e drogas. 

Qual foi a diferença da sua gestão em relação às anteriores? 

Eu me dediquei pessoalmente às operações. A fiscalização passou a ser feita de forma mais concentrada, o que não acontecia antes. Dessa forma, a eficácia é maior porque o número de agentes das subprefeituras trabalhando em conjunto é maior também. Além disso, fizemos encontros com os donos de estabelecimentos para entender que o trabalho do Psiu vem de uma demanda da população. Isso surtiu efeito na Vila Madalena, por exemplo, que era um ponto crítico. Mas ainda há muito a fazer. 

Como conseguiu acabar com os pancadões que tomavam conta das ruas no entorno da PUC-SP, em Perdizes?

Foi uma união de instiuições. O presidente do Conselho de Segurança naquele bairro é bastante ativo e conseguiu manter a operação ativa. Para funcionarem, as fiscalizações precisam da ação conjunta de várias instiuições. Foi isso que conseguimos nesse caso.

Há outra operação de destaque na sua gestão?

Conseguimos acabar com um pancadão que reunia mais de 20 000 pessoas na favela de Paraisópolis. Fizemos fiscalização durante seis finais de semana seguidos e sem nenhum incidente com moradores. Nunca teve um só disparo de arma de fogo. Fazíamos reunião um mês antes e depois das operações encontrávamos os moradores para aparar as arestas. 

Como vê o futuro do órgão daqui para frente?

Espero que as ações continuem. É um problema que a cidade precisa enfrentar, tem muita coisa envolvida, as pessoas não aguentam mais. Em todas as operações, os moradores saíam de suas casas para nos agradecer. Cheguei a ver uma família que dormia com as crianças dentro do carro no subsolo do prédio porque não conseguiam ficar no apartamento por causa do barulho. É um problema sério, mas que tem solução.

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