Levantamento preliminar apontar nível de poluição sonora em Porto Velho

Fonte (original): http://www.rondoniaovivo.com/noticias/levantamento-preliminar-apontar-nivel-de-poluicao-sonora-em-porto-velho/79300 

Sexta-Feira , 02 de Setembro de 2011 – 15:39

É crítica a situação da poluição sonora em Porto Velho. É o que aponta o estudo preliminar feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), em cima dos dados colhidos para a elaboração do Relatório de Qualidade Ambiental — Ruídos Urbanos. O documento está sendo elaborado pela Prefeitura de Porto Velho em parceria com a coordenação do curso de Fonoaudiologia, da Faculdade São Lucas.

Os dados finais do relatório serão apresentados em um seminário que será realizado em novembro. “Nesse encontro o resultado geral do que foi constatado pela pesquisa, com mapas, tabulações, tudo detalhado. O resultado preliminar foi apresentado no seminário realizado em agosto, mas este levantamento estava incompleto, porque a aferição dos dados ainda não havia sido concluída”, explicou Lucinara Camargo, chefe da Divisão de Monitoramento e Qualidade Ambiental, do Departamento de Gestão de Políticas Públicas Ambientais, da Sema.

Para a pesquisa, foram selecionados os locais considerados potencialmente afetados com relação a poluição sonora e as aferições nos três períodos. Foram feitas 350 aferições, com as medições sendo feitas de 10 em 10 minutos no período de uma hora. No período da manhã, as aferições eram feitas nos cruzamentos próximos de escolas e hospitais; à tarde, era medido o volume do barulho no trânsito e na área comercial; e à noite, em frente à casas noturnas e postos de combustíveis. “O que se percebeu, é que a situação é preocupante. Na aferição feita próximo a um dos hospitais da cidade, foi constado que a média de carros que passam no local, no período de uma hora, é de sessenta veículos e o nível de ruído varia de oitenta a oitenta e cinco decibéis, quando o tolerável são cinquenta”, explicou Lucinara Camargo.

Mais crítica é a situação em frente às casas noturnas. Numa delas a concentração de poluição sonora era tão alta que o nível de ruído no decibelímetro, o aparelho de medição, registrou picos de 92 a 98 decibéis. Para a chefe da Divisão de Monitoramento da Qualidade Ambiental, da Sema, é praticamente impossível alguém ficar exposto a tanto barulho sem sofrer conseqüências danosas à saúde.“O agravante nesses locais é que o som interno se mistura com o som vindo da rua, ou seja, o barulho dos carros, das motos, principalmente as mais possantes, e o volume alto da música, contribuem para comprometer a qualidade ambiental nesses locais”, avaliou.

De acordo com o que informou Lucinara Camargo, o som pode ter efeitos agradáveis ou não, conforme critérios subjetivos, isto é, condicionados à percepção individual. No entanto, mesmo assim, em alguns casos, eventos acústicos mesmo que agradáveis ao indivíduo como, por exemplo, a música alta em uma boate ou bar, pode levar a sérios danos auditivos.

O desempenho em atividades motoras e monótonas nem sempre é afetado pelo ruído, mas no outro extremo, atividades mentais envolvendo vigilância, captação de informações e processos analíticos, aparentam ser particularmente sensíveis a ruídos. Estudos apontam que as fontes de ruído no dia-a-dia são as mais variadas possíveis, entre elas, estão o trânsito rodoviário, trânsito aéreo, construções e serviços públicos. “Daí a necessidade de se ter esse estudo detalhado para que sirva de parâmetro às políticas públicas que precisam ser implementadas para se combater essa distorção para melhorar a qualidade ambiental da cidade. É a primeira vez que se faz esse levantamento em Porto Velho, enfatizou Lucinara Camargo.

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